Um dia me pego querendo fazer revolução, como a de Nelson Mandela.
No outro me vejo uma boba querendo um vestido branco e flores.
Quem eu sou?
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Transcendental
Em um restaurante, um amigo me dizia várias coisas sobre as pessoas que faziam coisas " transcendentais" e ao mesmo tempo eram incapazes de usar da transcendência para evoluir no dia a dia com coisas simples como dar um abraço no pai ou na mãe, ou falar com o irmão que não conversa há anos, ou simplesmente agradecer as pessoas pela importância que têm em nossas vidas.
Conversa vai , conversa vem e ele me perguntou (não exatamente perguntando) o que era transcendência pra mim.
Respondi: Comer banana!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Luz
Às vezes saímos por aí, sem rumo, procurando alguma coisa. De repente encontramos. É que quem procura acha e se encontrou é porque estava procurando. Às vezes me deparo com a luz no meio do caminho. Dos caminhos... E chego a me fascinar por ela. Verde, amarela, lilás, branca! Branca como o silêncio do encontro não com o outro, mas consigo mesmo. Queria luz e achei mas dói um pouco pensar que a luz uma hora se apaga. Aí de duas, uma. Ou deixa escurecer, ou reacende com o que construiu em silêncio no teu coração. Nunca gostei de ficar no escuro tateando a forma como as coisas são. Sou e gosto de ser da luz...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Trilha nova
Natal. Que significa nascimento, recomeço, paz. Combina com meu nome: Renascimento. Já nasci mais de duas vezes, com certeza. Tudo novo agora: Estado, Cidade, trabalho, morada. Muita coisa!
Sou bicho do mato de Minas mas vislumbro ser também do mar. Mais tartaruga que ouriço, mais peixe n`agua do que fora dela. No mar, também encontrei um mato. Trilha nova, pequena perto das outras tantas, mas linda por sua diferença. É assim: você está na mata atlântica, pisando sobre areia branca(curiosíssima), e de repente! abre um caminho no meio das dunas e você vê o mar em seguida. A reação é mineira mesmo: Nuuuuuu! (todo mundo ri desse nú por aqui) e quando aparece ali, o mar, não há o que fazer a não ser agradecer pela visão, sensação e milagre real. Agradecer por estar aqui, descobrindo os espaços, as pessoas e a mim mesma.
Estou de volta ao Blog porque tudo pode ser novo e diferente, só a saudade que eu sinto sempre que não é.
quarta-feira, 11 de março de 2009
Geladeira
É aquela frase: quem não aguenta bebe leite. Na minha minha microgeladeira nova, tem um litro que venceu no mês passado.
sábado, 20 de dezembro de 2008
Salão de Beleza
Hoje um casal de amigos vai se casar. Madrinha, fui arrumar os cabelos. É muito raro eu ir ao salão de belezas, mas quando vou é sempre o mesmo desde o tempo que precisava fazer coque para dançar ballet na escolinha. O cabelereiro, uma figuraça, me arrumou para a formatura de prezinho, oitava série, segundo grau e Faculdade. Também em todas as vezes que fui dama de honra de alguém ou madrinha de casamento. Adoro escutar histórias que ele conta de mim por lá. Sempre as mesmas e muito engraçadas.
Hoje revivi duas só de entrar no salão. Uma, que aos seis anos ele fez um escândalo por confundir uma pinta que tenho na cabeça com um piolho grande. Pequena, tive que acalmar os ataques da bicha; A segunda foi na minha formatura de Psicologia, que ao fazer o penteado encontrou um parafuso solto nos meus cabelos. O troço havia caído do secador e ele começou a gritar pelo salão: Gente! Gente! A Psicóloga tá perdendo os parafusos da cabeça! Sei lá se esse parafuso era mesmo do secador...
sábado, 8 de novembro de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Valor
Tem hora que, se bobear, acabamos nos esquecendo o que somos. O tempo vai apagando umas coisas e quando percebemos já fomos engolidos pela falta que ficou. Virando e mexendo, encontrei coisas minhas que estavam perdidas por tantas mudanças até aqui. Encontrei escritos, declarações, bilhetes e presentes. Lembrei de um amigo que me disse: "Sou brasileiro e já desisti faz tempo", e um outro que retrucou: "Se desistir, desisto também". Enfim, entre o anjo e o demônio, temos todos um pouco dos dois. Somos água e fogo; Contradição e medo, conto e desejo... Fica difícil definir e reduzir à palavras o que é ser. Importa mesmo é saber que existem por aí raras pessoas, que nadam contra uma maré inteira de tudo o que não queremos pra gente e pro mundo. Às vezes eu me esqueço dessa ponta de raridade que me compõe...
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Vez e voz
Noite dessas sonhei que tomei um tiro na garganta. Segurava pra estancar o meu sangue e de repente resolvi tirar a bala como se fosse cabelo encravado. Tirei e acabou o buraco, o tiro, o matar. Ninguém se atreva a calar a minha voz, nem sonhando!
Comunhão
Quando criança minha mãe me levava na Igreja e eu morria de vontade de entrar na fila para pegar aquela coisa branca que davam ao final da missa. Não entendia porque só os adultos e algumas poucas crianças poderiam comer. Minha cabeça entrou em parafuso, se se chamava comunhão então porque não eram todos que compartilhariam o alimento? A justificativa que me foi dada convenceu alguns minutos mas não por todos os dias. Eu teria que fazer primeira comunhão. E primeira comunhão não era ir lá a primeira vez e comer, era um curso que eu deveria ir todo domingo para fazer então a primeira comunhão. Pra fazer a segunda também terei que fazer um curso? Não. Depois da primeira poderá fazer todas as outras se confessar de tempos em tempos. Era muito complicado tudo isso. Um curso para a primeira comunhão e depois não saberia se poderia ir novamente. Mas e se eu não gostasse? Não precisaria ir novamente. E se eu gostasse muito? Confessar era uma coisa que me incomodava. Sim com sete anos me incomodava e nunca deixou de incomodar. Por que teria que dizer a alguém o que eu penso de errado? Não entendia o que eu poderia ter que pedir desculpas por alguma coisa para alguém que eu não teria feito a coisa. Se desobedecesse minha mãe não teria que pedir desculpas a ela ao invés de um homem com uma túnica? Mas o que eu queria era ir à Missa e saber o gosto que tinha aquela rodinha branca. Ouvi dizer que era o Corpo de Cristo e me assustei. Muito. Queria mais ainda, apesar de assustada. Depois que as pessoas colocavam na boca a rodinha branca, ajoelhavam-se. Eu achava lindo. Acho bonito alguns rituais até hoje. Gosto dos símbolos das coisas. Queria muito saber como era o gosto do corpo de Cristo. Perguntava o que teria que dizer na hora que recebesse. “Quando fizer primeira comunhão saberá”. Os adultos complicavam demais as coisas. Eu só queria saber o gosto, como sempre quero saber, experimentar. Entrei no curso. Não poderia continuar porque não tinha idade ainda. Não entendia absolutamente nada. Tinha que ter idade para compartilhar Cristo e para saber do gosto. Era a melhor aluna do curso. Mais aplicada porque queria muito colocar na boca a rodinha branca. Entrar na fila, saber como era a resposta e a sensação de ajoelhar depois. Curiosidade em saber o que iria acontecer. Mesmo aplicada, ia demorar um pouco para fazer a primeira comunhão. Acontecia apenas uma vez ao ano. Não podia esperar. Tinha pressa. Foi então quando em cumplicidade com uma prima de segundo grau que eu sempre ia para a casa dela nos finais de semana que resolvi da minha maneira a questão. Hoje bem sei que as brincadeiras de criança são muito sérias e importantes em um tratamento analítico. É na brincadeira que a criança elabora seus conflitos e foi na brincadeira que resolvi o meu. Comprei um pacote de fandangos. Um chips de milho que tem uma forma que cabe direitinho na língua e tinha um gosto delicioso, salgadinho. Eu e minha prima compramos o fandangos e brincamos de corpo de Cristo. Ela era o padre e me dava a hóstia, de fandangos. Eu dizia obrigada mesmo porque a resposta ainda não conhecia. Depois ajoelhava e falava com Deus, do meu jeito. Foi a minha primeira comunhão.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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