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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Uma letra trocada e...

Tenho uma amiga que se chama Juliane e ela está grávida.
Acompanhei , quando morávamos em uma mesma cidade à trabalho, seu imenso desejo de ter um bebê. Recentemente veio a notícia que ela está esperando uma menininha. Felicidade!
Pois bem, a Ju ficou de mandar umas fotos e como não enviou ainda, resolvi escrever um e-mail.
Juliane,
Tudo bem?
Tem visto o serenata?
Cadê as fotinhas do barrigão?
um beijo, Rê.
Foi então que uma pessoa, de nome Juliana - com o mesmo sobrenome, me escreveu:
"Renata,
Acho que você mandou e-mail para a pessoa errada.
Que barrigão mulher??? Eu malho todo dia pra acabar com essa praga! kkkkkkkkk
Dei risada.
Beijo
Juliana."
Esse e-mail me tirou boas gargalhas e ela retornou dizendo que no escritório que ela trabalha também muita gente riu da história. É o que eu sempre falo, temos escolhas o tempo todo de espalharmos o bem e a alegria por aí. Uma letra trocada poderia ter como consequência uma resposta desaforada ou simplesmente a exclusão na caixa de e-mail. Significou o contrário. A espirituosa paulistana deu uma lição de gentileza , diversão e alegria. Simples assim!
Valeu, Juliana. Espero vê-la por aqui... um abração.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Salão de Beleza

Hoje um casal de amigos vai se casar. Madrinha, fui arrumar os cabelos. É muito raro eu ir ao salão de belezas, mas quando vou é sempre o mesmo desde o tempo que precisava fazer coque para dançar ballet na escolinha. O cabelereiro, uma figuraça, me arrumou para a formatura de prezinho, oitava série, segundo grau e Faculdade. Também em todas as vezes que fui dama de honra de alguém ou madrinha de casamento. Adoro escutar histórias que ele conta de mim por lá. Sempre as mesmas e muito engraçadas.

Hoje revivi duas só de entrar no salão. Uma, que aos seis anos ele fez um escândalo por confundir uma pinta que tenho na cabeça com um piolho grande. Pequena, tive que acalmar os ataques da bicha; A segunda foi na minha formatura de Psicologia, que ao fazer o penteado encontrou um parafuso solto nos meus cabelos. O troço havia caído do secador e ele começou a gritar pelo salão: Gente! Gente! A Psicóloga tá perdendo os parafusos da cabeça! Sei lá se esse parafuso era mesmo do secador...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Casamento

Com trinta anos posso dizer que tenho muita história pra contar. Muita coisa saudosa, outras tristes, outras fantásticas! Dentre tantas, uma me tirou o sono esses dias. É que uma amiga me ligou dizendo que iria se casar e queria me fazer um convite. Imaginei que seria madrinha de casamento, uma vez que deu uma epidemia de casamentos e convites para ser testemunha e tal, mas não. Minha amiga Marina vai se casar e me pediu para CE-LE-BRAR o casamento. De supetão eu ri e aceitei, mas quando vi que não era brincadeira veio "um trem" inexplicável. Como assim celebrar um casamento? E eu fiquei com essa pergunta por dias. Aceitar seria algo demais pra mim. Não aceitar seria concordar com os que me fazem discordar. O que fazer?

O casamento da Marina vai ser uma celebração para poucos amigos e familiares. Será num sítio e ela ficará com os pés no chão, junto com seu noivo, o Pedro Ivo. Os dois acreditam que uma cerimônia pra ser especial tem que ser íntima, simples.

Foi pensando na simplicidade então, enquanto virtude mais difícil de ser alcançada, que resolvi aceitar o convite. Nunca fui padre na vida, nem monge. Mas acredito que não há outras mãos melhores para abençoar aos que amamos do que as nossas próprias mãos. É disso que vou falar e é na simplicidade que vou fazer. E a Marina ensinou isso, numa fração do amor que ela tem, inclusive por mim, quando me escolheu: gente humana, imperfeita, pequena; pra celebrar o seu dia de alegria.

Estudando a simplicidade vi que o seu contrário não é o complexo, mas sim o falso que nos distancia da nossa essência simples, do que precisamos pra sermos felizes realmente. Admiro a Marina por estar no caminho dessa virtude. Desprender-se das coisas, dos dogmas , das regras e apostar numa coisa só: o amor...

Sinto-me agradecida e espero saber encontrar as palavras merecidas para um momento único e especial.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

A nuvem

Tenho uma nuvem no peito, segundo os médicos. Ela está se movendo nos pulmões rapidamente, de um lugar para o outro, como se estivesse brincando com todos que ficam tentando descobri-la. Mas a brincadeira já está ficando sem graça e não quero saber de coisa estranha andando em mim. Vamos combinar, eu vivo na terra e você, nuvem, vive no céu. Cada um na sua.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Encomenda por sedex

Eu já ganhei muita coisa diferente, inusitada. Mas acho que essa superou.Um amigo meu, da época da CEMIG veio me visitar outro dia e me achou um tanto "magrinha". Ele foi embora e dois dias depois recebo uma encomenda por sedex dele. Não estava muito em condições nem de segurar a caixa, mas minha mãe abriu e disse: "Renata, você acaba de ganhar uma dúzia de ovos caipira! quebraram quatro!". Tô começando a acreditar que tem coisa que, realmente, só acontece comigo...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Lava a jato

Fui lavar o carro naquele lava a jato de posto de gasolina. Por três minutos, só pensava na escova que ia e vinha. Meditação profunda e silêncio merecido. Dei um grito lá dentro e ninguém escutou. Lavei o carro e a alma...

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Com incidências

Acredito que daria um livro se eu for contar todas as coincidências que me acontecem. Houve época que questionei se isso realmente existia ou se as coisas pareciam sempre arranjadas pelo universo que nos faz de marionetes. Ontem novamente adormeci rindo das coisas que me acontecem e fiquei muito feliz em poder rir de tudo, finalmente. É que algumas marcas são doloridas e é comum acreditarmos que isso dura para sempre. Hoje digo com todas as letras: NÃO DURA E PASSA! Pessoas que um dia nos foram importantes, passam a ser insignificantes em nossa história como se não fossem mais parte dela e as coincidências, nesse sentido, são oportunidades que aparecem para nos dar certa garantia. Acordei assim, com sentimento de gratidão. Parece estranho agradecer ao universo, a Deus e todas as coisas por desgraças que nos aconteceram. Mas estranho mesmo, é você estar em um restaurante muito aconchegante, à luz de velas e na mesa ao lado uma mulher (que não consigo descrevê-la tamanha sua esquisitice) tirar da bolsa um aparelho de som e ligar , no último volume, uma música do pagode de Alexandre Pires. Tenho mesmo que ser grata a tudo que me acontece, porque tem coisa que só acontece mesmo, comigo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Prazer


Andar sozinha tem seus prazeres, este é um deles: um bom capuccino sob um vento de primavera num fim de tarde em Berlim. Esse ficará guardado para sempre, sobretudo pelo que me aconteceu neste minuto. Na Alemanha é comum pegarmos uma "carona" da capital para outras cidades. No caso iria à Jena, uma cidade universitária que o meu amigo desde o segundo grau mora. Teria que falar ao telefone com uma alemã sobre o lugar que ela me pegaria para irmos juntas à tal cidade. Ela falava tudo, menos inglês e português. Então ao telefone ainda, respirei fundo e pedi uns vinte minutos de pausa para eu tomar um café para depois pensar em como iríamos nos entender. Pois bem, a primeira cafeteria que eu vi, sentei. Lugar agradabilíssimo por sinal. O garçom veio, cumprimentou e uma vez que viu em minha blusa o nome Itália curiosamente (lá não é costume falar o desnecessário com as pessoas)perguntou: "Itália?". Eu: Não! Brasil! E ele: Ohhhh, eu sou bahiano! E nesse segundo mesmo gritei: Deus existe! Viva o Pelourinho! e rimos... o Garçom bahiano, primeira pessoa que conversei em Berlim, me orientou sobre o que dizer para minha "carona alemã" e fiquei, ali mesma, a escrever e a pensar sobre quem me dera se todas as vezes que eu estivesse aflita eu sentasse para tomar um café por aí... As soluções muitas vezes são mais simples do que esperamos.