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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

2000 Inove

Gostei da propaganda de um banco com esse slogan: 2000 Inove. Convite bom para o ano que se aproxima. Graças a Deus, o fim desse. Ou acabo com 2008 ou ele acaba comigo. Mas dizem que quando tá muito ruim é porque tá perto de ficar bom. Ouvi falar que 2008 foi ano "zero". Ano de renovação e de limite do que era e do que será. O próximo é ano "um" das coisas iniciadas e renovadas. Mas sabe de uma coisa? Sou grata aos furacões, que se fizeram um a um , nesses 360 dias passados. Ensinaram mais que todos os meus anos de estudo...

Inovar então, é a proposta. Viver também.

2009 é o meu.

domingo, 5 de outubro de 2008

Trinta anos

Amanhã eu acordo com trinta anos. É diferente a pronúncia, mas não sinto nenhuma mudança por ser troca de década. Não sinto mas quero mudança. Por ser troca de década, ou de dia, ou de noite. Quero mudanças na minha vida e um arsenal de coisas boas acontecendo. Até aqui vivi os meus dias com muita vontade e determinação. Além daqui quero viver os meus dias com muita vontade, determinaçao e realizações. Quero nova década de alegrias diárias, sonhos inusitados, amor. Quero uma base sólida espiritual em tudo que eu fizer. Quero a oportunidade de não ser tão dura comigo mesma e ir mais leve, ao encontro de tudo aquilo que está planejado pra mim: ser feliz...

domingo, 28 de setembro de 2008

Desejo profundo

Vontade de não tossir nunca mais e fazer bolhas com o nariz debaixo da queda de uma cachoeira...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Maior desejo

Meu maior desejo: ser simples.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O último pôr do sol



Pedacinho do que vem no Festival de Inverno em Ouro Preto no fim de semana próximo.
Não quero ver o último pôr do sol tão cedo...

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Intensa a mente

Meu pior defeito é viver como se a semana que vem não fosse existir. É ter pressa por momentos bons e planejar pouco a longo prazo. Tem gente que acha que é imortal, eu não. A cada dia estamos mais perto do fim que do começo e isso me deixa com gana de viver intensamente. Meu grande defeito é viver com pressa, mas veja bem: pressa não é correria. Tenho pressa por andar no mato, mas não tenho pressa quando estou no mato. Sou rápida e tranquila ao mesmo tempo. Paradoxo eterno de um vulcão que brota em serra distante e serena. Pra mim, a vida é mais simples do que ouço por aí. Pode ser que vivo no equívoco de um tempo que não seja o meu... Por exemplo: posso planejar anos de um trabalho, mas a minha vida não. É que se eu me for, o trabalho continua. Um não depende do outro para existir e todos somos substituíveis nesse ponto. Quem acha que não, é demasiadamente prepotente. O que é insubstituível é minha vida, minhas histórias e meus dias. O desejo que eu sinto hoje e a espera que não tem fim são insubstituíveis também. Pensei que quando eu crescesse ia me prender mais ao que deveríamos ser. Minha felicidade é exatamente ser desprendida disso e de no meio de um tempo em que tudo precisa ser decidido, parar, escutar o vento soprando e olhar pro nada num foco distorcido de plenitude. Tenho pressa de viver e de quem queira viver comigo.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Menino

Ele tomava conta da cena, seu brilho era diferente dos outros. Canelinha fina, cabelo crespo, costela aparecendo no movimento perfeito. Fiquei pensando que o seu destino poderia ser outro não fosse a dança. Aviãozinho na certa. Mas não, houve milagre ali. A dança o resgatou e aposto todas as fichas que ele saberá escolher o que lhe será melhor. Sem conhecê-lo torço muito por isso. Desejo que outros tenham também seus pequenos milagres no dia e agarrem a oportunidade quando ela chegar pertinho. Às vezes a cegueira não nos deixa enxergar nada.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Livre

Essa semana conheci um projeto que se chama HOMEM LIVRE(www.homemlivre.com).É um projeto que junta volta ao mundo, crianças felizes, natureza e liberdade. Essa última é a palavra que melhor define o desejo humano. Quem não quer ser livre? E o que me encanta na liberdade é que ela é extremamente ligada ao conceito de responsabilidade, portanto não é para todos. Há os que preferem a libertinagem. Se eu pintasse essa conquista diária, seria um quadro que retratasse o pôr do sol com rajados de vento. Ainda não consigo pintar o vento mas quando sinto, sei exatamente o que me acontece: Vontade, de vida...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Inconsciente

Já me perguntaram onde é que fica o aparelho psíquico. Seria fácil se pudéssemos encontrá-lo como se acha por exemplo o aparelho circulatório. Assim, operaríamos as nossas decepções e nossos traumas e depois de sete dias de remédio, tudo voltaria como antes. Infelizmente (ou não)o aparelho psíquico é o único que é preso à alma e esta também não tem como operar. Esse aparelho, é o único que não existe igual no mercado, é só meu e só seu e tudo que há nele é o que você sempre foi e é. Costumo chamá-lo de iceberg porque é essa a imagem que faço dele. Grande parte encoberta sob o oceano gelado e pequeno fragmento de ponta cortante consciente. Lá em baixo das águas, fica o nosso inconsciente com todos os nossos desejos incrivelmente envelopados por realidade que criamos e vivemos para dar conta de não deixar que esse real venha à tona e nos desoriente. Aos poucos, o desejo vem a fios, e já é o suficiente para nos atormentar nos sonhos enquanto dormimos. Outros vêm bombasticamente no corpo, e por não escutá-los nos dominam como se eles fossem o que nos domina e não o contrário.Como parte sua te domina mais que você a ela? Assim me questiono se somos mais inconsciênca. É mais ou menos louco como um pensamento que tive outro dia sobre o dinheiro: Como algo que nós criamos nos domina mais que nós a ele? Se invento uma coisa, essa coisa deveria ser menos que eu e eu deveria ter o controle dela. No entanto, somos escravos do que criamos para teoricamente facilitar a vida. Isso é totalmente louco para mim. Bom, comecei a falar de loucura e acho que é melhor parar por aqui. O que eu não entendo é o motivo desse inconsciente ficar me "atazanando" enquanto durmo. Isso cansa mais que ficar acordada. Elabora logo ô coisa.

sábado, 5 de julho de 2008

Movimento




Hoje fui à quadrilha do meu afilhado e priminha. Na mesma escola, a mesma cena me chamou atenção pelo segundo ano consecutivo: uma garotinha dançava na cadeira de rodas. No ano passado tive vontade de falar com a diretora da escola que a dança era linda, mas que seria mais ainda se a garotinha tivesse seus movimentos mais explorados e dançasse com um coleguinha ao invés da professora dela. Se eu tivesse falado isso no ano passado, neste poderia ter sido diferente. Enfim, cheguei em casa e fui rever umas coisas sobre inclusão social e acabei encontrando uma cia de dança de BH (que eu gosto muito) que se chama Crepúsculo. São sete pessoas com necessidades especiais (paralisia cerebral e outras) e três bailarinas que compõem o grupo. A primeira vez que vi, chorei muito de emoção pela qualidade da dança, da música e do movimento.
Hoje pensei nas tantas deficiências que encontro por aí: falta de caráter, desonestidade consigo e com os outros, mediocridade e covardia. Pensei em minhas próprias deficiências, na ignorância, impaciência e intolerância.
Acima, fotos do crepúsculo cia de dança de Belo Horizonte, que me desperta o desejo de ir além.

sábado, 28 de junho de 2008

Noite

A noite caiu. Já é outro dia.
Nasce dia novo e traga milagres

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Cinco de setembro

Fiz um acordo com um grande amigo meu: o de escrever todos os dias, parte do meu dia. A razão pode ser um registro de memória, uma lembrança. Uma forma de existir deixando uma obra. Não sou existencialista, mas sempre pensei que o quando o homem escreve algo e morre, ele fica. Da mesma maneira quando se tem um filho e seus genes vão se perpetuando. Como naquela brincadeira “hoje não!” onde você dá um tapa na cabeça do camarada e ele vai dando em outro e outro e outro... isso também deve ser existir, porque existência não é um conceito muito longe da prática, o contrário! Existir é prática, talvez menos que pensar. Heresia! Pensar é existir, mas confesso que estou morrendo de preguiça dos pensamentos complexos, das masturbações mentais, do ego e da vaidade. Ainda que com preguiça, não fujo à regra. Sou vaidosa com meu pensamento. Cuido dele mais que de minha própria pele, e confesso também que isso pode ser uma incrível burrice, afinal estou no mundo da aparência, do físico, da imagem. Quero um creme para massagear o pensamento.

Esse blog

Este espaço nasce de uma tentativa de existir de alguma maneira diante de perdas sequenciais e significativas num mesmo dia. Nunca aprendi tanto em tão pouco tempo. Nunca sofri tanto também. De toda maneira, o que não consigo dizer é traduzido em linhas que são analisadas por mim mesma, de tempo em tempo. Sinto que as palavras não estão amargas, mas com um quê de tristeza misturado com um desejo de melhora e superação. Esse espaço nasce de uma tentativa de viver de algum jeito, de querer produzir e alcançar algum sentimento no outro que lê. Desabafo ético com o comprometimento do que eu sinto traduzido em letra.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Manjerico

Comprei um pé de manjericão pra dar gosto e cheiro nas coisas.
O manjerico está na pizza favorita, na festa de Santo Antônio em Lisboa, no tempero do pesto com pasta que me derrete de vontade de comer.
Comprei um pé de manjericão para sentir o gosto de dias bons. Quando cheguei percebi que junto dele trazia cactos verde. Por mais que eu queira o cerrado jamais sairá de mim, mas junto deles dois trouxe flor de azaléia que murchou, mas que em próxima primavera estará exuberante e perfumada. É o meu desejo.